Nesta sexta-feira, 10, o Ibovespa teve um desempenho impressionante, com uma alta de 2,97%, alcançando 177.866,37 pontos. Este é o maior fechamento do índice desde 14 de maio, além de marcar a terceira semana consecutiva de valorização, acumulando um crescimento de 2,18% durante esse período.

Impacto do IPCA e taxa Selic

Um dos principais fatores que impulsionaram essa alta foi a divulgação do IPCA de junho, que veio abaixo do esperado. A inflação subiu apenas 0,16% na margem, inferior ao piso das estimativas, que era de 0,26%. Com isso, aumenta a expectativa de que o Banco Central continue a reduzir a taxa Selic, o que torna a renda variável mais atrativa para investidores.

Mercado de petróleo e tensões internacionais

Em meio a tensões no Oriente Médio, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o cessar-fogo com o Irã terminou. No entanto, o mercado reagiu com uma queda nos futuros de petróleo, sinalizando que a escalada do conflito pode ser vista como temporária. O Estreito de Ormuz, importante rota de navegação, ainda permanece aberto, e há indícios de que os EUA e o Irã estão dispostos a recomeçar negociações.

Desempenho das ações e volume de negociação

O índice encerrou o dia com uma performance superior à das Bolsas de Nova York, registrando um volume financeiro de R$ 24,99 bilhões. No acumulado do mês, o Ibovespa apresenta uma alta de 3,40%, e no ano, já soma 10,39% de valorização.

Expectativas para a Selic

O estrategista de investimentos Nicolas Gass, da GT Capital, destacou que a principal justificativa para a alta do Ibovespa é o IPCA mais fraco, que sugere espaço para cortes na taxa de juros em agosto. De acordo com o economista da Oxford Economics, Felipe Camargo, a expectativa é que a Selic chegue a 13,50% ao ano até 2026, levando em conta também a recente queda nos preços do petróleo.

Volatilidade e previsões futuras

O especialista Matheus Spiess, da Empiricus Research, alertou que o caminho para a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz não será simples e poderá ser marcado por períodos de alta volatilidade, refletindo os recentes ataques entre EUA e Irã. Na próxima segunda-feira, será divulgado o boletim Focus e a balança comercial semanal, que poderão influenciar ainda mais o mercado.