A recente escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã está levando o governo brasileiro, liderado por Lula, a reconsiderar o fim da subvenção à gasolina, que estava previsto para esta semana. Fontes próximas ao governo indicam que a decisão pode ser adiada, especialmente se os preços das commodities voltarem a subir.

Subsidios em Revisão

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a reversão da subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina. Contudo, com o aumento do preço do petróleo, que passou de US$ 60 para quase US$ 80 o barril, a revisão do subsídio pode ser adiada. O governo já havia reduzido a subvenção ao diesel, mas o subsídio à gasolina ainda se mantinha intacto.

Impacto da Petrobras

A Petrobras, a principal beneficiária do programa de subvenção, recebeu até agora R$ 4,7 bilhões para comercializar o diesel no mercado interno sem a influência das oscilações do mercado internacional. Recentemente, o governo retirou R$ 0,35 da subvenção ao diesel, mas ainda mantém um subsídio de R$ 1,12.

Expectativas sobre Preços

A expectativa inicial era de que a Petrobras reduzisse o preço da gasolina após a redução do subsídio, semelhante ao que ocorreu com o diesel. No entanto, essa decisão também dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio.

Reações dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou que medidas contra o Irã poderiam resultar em um aumento nos preços do petróleo. Ele afirmou que ações contra o Irã frequentemente influenciam o preço do barril, indicando que os preços poderiam subir, mas isso não seria um problema.

Conflito no Estreito de Ormuz

O Irã, por sua vez, ameaçou fechar o Estreito de Ormuz e atacar alvos inimigos se for alvo de novos ataques dos EUA. Essa tensão pode gerar ainda mais incerteza nos mercados globais de petróleo, impactando diretamente as decisões do governo brasileiro em relação aos subsídios.