O Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) iniciou um processo ético-profissional para averiguar a conduta de três médicos após a denúncia de uma mulher que afirma ter sido submetida a uma laqueadura sem seu consentimento durante um parto na Maternidade Municipal de Ji-Paraná, em 2021.
Denúncia grave
De acordo com informações do casal, o procedimento foi realizado durante uma cesariana, mesmo sem a autorização deles. Eles relatam que o médico responsável teria afirmado que realizaria a laqueadura independentemente da autorização. Um dos médicos mencionados, Eliedson Vicente de Almeida, já foi condenado pela Justiça em 2025.
Investigação em andamento
Após analisar a denúncia e os documentos apresentados, a conselheira Andrea Barbieri de Barros encontrou indícios que justificam a investigação dos três médicos envolvidos: Eliedson Vicente de Almeida, Jozelida Bitencour Miranda da Silva e Geraldo Carvalho de Alencar. É importante ressaltar que a abertura do processo não implica em culpa, mas indica a necessidade de apuração dos fatos.
Posicionamentos dos médicos
A médica Jozelida Bitencour Miranda da Silva declarou que atuou como auxiliar na cirurgia e que a paciente, por apresentar um quadro grave de pré-eclâmpsia, justificou a decisão do obstetra de realizar a laqueadura. Já Eliedson Vicente de Almeida afirmou que a paciente chegou ao hospital com pressão arterial elevada e que a cesariana era uma emergência, alegando que a paciente teria concordado verbalmente com o procedimento, mesmo sem assinar a autorização.
Possíveis falhas nos registros
Em relação ao médico Geraldo Carvalho de Alencar, o relatório do Cremero apontou falhas no prontuário médico, com a ausência de informações sobre as queixas da paciente e a conduta adotada durante o atendimento.
Expectativas da família
O casal envolvido no caso vê a abertura do processo como um passo importante para a responsabilização dos médicos. Fabio Rodrigues dos Santos, pai da criança, expressou esperança de que haja punições, caso as irregularidades sejam confirmadas. Ele comentou sobre o impacto que o caso teve na vida da família e na saúde emocional de sua esposa.
Consequências legais
Em 2025, a Justiça condenou Eliedson Vicente de Almeida a dois anos de reclusão, convertida em restrições de direitos e prestação de serviços à comunidade, por realizar a esterilização sem autorização. A família aguarda desdobramentos judiciais enquanto lida com as consequências emocionais do ocorrido.




