A Justiça de Belo Horizonte decidiu que o processo envolvendo a diarista suspeita de assassinar um casal de idosos será retirado do Tribunal do Júri e encaminhado para uma das Varas das Garantias da capital. A decisão ocorreu na quinta-feira (9) e considera que, no momento, o crime em questão está sendo investigado como latrocínio.

Motivos da decisão

A diarista, identificada como Paola Stefany Neto Cirino, foi presa após confessar o crime, que teve como objetivo o roubo de bens das vítimas. A mudança no juízo se deve ao fato de que o latrocínio, mesmo resultando em morte, é considerado um crime contra o patrimônio, e não um homicídio doloso, que é o tipo de crime julgado pelo Tribunal do Júri.

Implicações legais

É importante destacar que essa decisão não implica em uma declaração de inocência para a suspeita, nem altera a acusação contra ela. Apenas determina que o processo seja conduzido por um juiz de vara criminal, conforme prevê a legislação.

Andamento da investigação

O inquérito policial ainda está em andamento. A Justiça tomou essa decisão durante a análise do Auto de Prisão em Flagrante (APF) e a Polícia Civil informou que o inquérito está em fase de conclusão, com novas informações previstas para serem divulgadas na próxima semana.

Caso pode retornar ao Tribunal do Júri

Se, ao final das investigações, a Polícia Civil ou o Ministério Público decidirem que o crime deve ser tratado como homicídio doloso, o processo poderá ser novamente remetido ao Tribunal do Júri. A defesa de Paola já aguardava essa decisão da Justiça.

Relembre o crime

O casal de idosos foi encontrado sem vida em sua residência no dia 30 de junho, pelo filho, que se preocupou com a ausência de contato. A investigação logo apontou Paola como a principal suspeita, sendo que, menos de três dias após o crime, ela foi presa em um hotel em Itabira, acompanhada de seu filho de 6 anos. Além do carro e de joias, outros objetos de valor foram levados da casa das vítimas.