O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos-MG, revelou que foi abordado com uma oferta em dinheiro para desistir da sua candidatura ao governo de Minas Gerais. A declaração foi feita durante um discurso no Plenário do Senado, onde o parlamentar expressou sua indignação diante da proposta recebida.

Pressão e recusa

Durante seu discurso, Cleitinho contou que foi procurado por um político de Divinópolis que o convidou para uma conversa. Segundo ele, o interlocutor transmitiu um recado de que havia uma proposta financeira para que ele desistisse de sua pré-candidatura. O senador afirmou de maneira enfática que não cederá a esse tipo de pressão: “Eu não vou desistir”.

Fé e princípios políticos

Cleitinho deixou claro que sua trajetória política é guiada por propósitos e não por interesses financeiros. Ele mencionou que sua presença na política é um reflexo da vontade do povo e que não se considera à venda. “Se o Espírito Santo tocar meu coração, é por Ele que vou decidir”, declarou.

Adiar a decisão

O senador já havia afirmado que tomaria uma decisão sobre sua candidatura após a Copa do Mundo, mas agora considera prorrogar esse prazo até 5 de agosto, data limite para as convenções partidárias. Ele explicou que, liderando as pesquisas, não vê necessidade de anunciar sua candidatura imediatamente.

Provocações e críticas

Em tom provocativo, Cleitinho disse que pode deixar a definição para o último momento, desafiando as lideranças políticas do estado. Ele criticou a classe política, insinuando que muitos estão mais preocupados com interesses financeiros do que com a população. “Não adianta achar que vocês mandam em Minas, porque eu não tenho medo”, afirmou.

Alternativas para o PL

Enquanto Cleitinho não se pronuncia oficialmente, o Partido Liberal (PL) considera alternativas para uma candidatura própria ao governo, com nomes como o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e o ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, sendo cogitados. O cenário político em Minas Gerais continua incerto e a ausência de Cleitinho pode mudar o rumo das eleições.