No primeiro semestre de 2026, o preço médio da cesta básica de alimentos na cidade de Natal aumentou 14,8%, alcançando R$ 686,07 em junho. Em janeiro, o valor era de R$ 595,86, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Inflação nas capitais
A capital potiguar registrou a 11ª maior alta entre as 27 capitais analisadas. Durante o primeiro semestre, todas as cidades brasileiras observaram uma inflação nos preços dos alimentos básicos, com taxas que variaram de 4,02% em São Luís (MA) a 21,48% em Fortaleza (CE).
Queda no mês de junho
Apesar do aumento acumulado no ano, Natal viu uma redução de 3% no valor da cesta básica em junho, tornando-se a quarta capital com os menores preços do país. Na comparação com maio de 2026, o custo da cesta básica em junho foi inferior ao de Aracaju, São Luís e Maceió.
Impacto no salário mínimo
Considerando um salário mínimo de R$ 1.621 e descontando 7,5% para a Previdência Social, os alimentos básicos consumiram 45,76% do rendimento do trabalhador natalense em junho. A pesquisa também revelou que todos os 12 produtos da cesta básica apresentaram redução de preço no último mês.
Maiores aumentos e quedas de preços
No acumulado do semestre, oito dos 12 itens que compõem a cesta básica em Natal ficaram mais caros. O tomate foi o item que mais subiu, com um aumento de 90,36%, seguido pelo feijão carioca, que teve alta de 42,45%. Essa valorização se deve a questões climáticas e à diminuição da área cultivada.
Produtos em alta e baixa
Entre os produtos que tiveram aumento de preço, estão: tomate (+90,3%), feijão carioca (+42%), leite integral (+12,8%), carne bovina (+7,4%), banana (+6,4%), farinha de mandioca (+2,6%), manteiga (+2,5%) e pão francês (+2,5%). Por outro lado, os itens que apresentaram queda de preço foram: arroz agulhinha (-3,6%), óleo de soja (-5,7%), café em pó (-7,4%) e açúcar cristal (-7,5%).




