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Cacá Diegues trabalhava em continuação de 'Deus é brasileiro'
Filme com Antônio Fagundes estava previsto para o segundo semestre deste ano
No último dia 14 de fevereiro de 2025, o cineasta Cacá Diegues faleceu aos 84 anos, deixando um legado importante no cinema brasileiro. Entre seus projetos, ele estava finalizando a produção de um filme inédito intitulado "Deus ainda é brasileiro", que é a continuação do aclamado "Deus é brasileiro", lançado em 2003. A estreia desse novo longa estava planejada para o segundo semestre deste ano.
Últimos Trabalhos e Recepção
O último filme lançado por Cacá foi "O grande circo místico", em 2018, que, apesar de ser inspirado em um poema de Jorge de Lima, não obteve uma recepção crítica favorável. "Deus ainda é brasileiro" é descrito pelo diretor como uma "comédia cívica", com a intenção de representar o povo brasileiro de uma maneira digna, colocando-os como protagonistas de suas próprias histórias.
Temas e Mensagens
Durante sua vida, Diegues expressou a ideia de que o Brasil possui todos os elementos necessários para se tornar um exemplo positivo para o mundo. Ele afirmou: "Cultura é uma maneira de descobrir o que o país é, e devemos nos esforçar para isso." Em "Deus ainda é brasileiro", ele convidou o público a refletir sobre o atual cenário político, apresentando uma narrativa na qual Deus retorna ao Brasil para tentar restaurar a esperança na humanidade.
Legado no Cinema Brasileiro
Cacá Diegues foi um dos mais influentes cineastas do Brasil, conhecido por clássicos como "Bye Bye, Brasil" e "Ganga Zumba", que foi exibido no Festival de Cannes em 1964. Ele também foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2018, solidificando ainda mais seu lugar na história cultural do país.