O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, atacou os dois adversários mais bem colocados nas pesquisas para o governo de Minas Gerais em entrevista à Rádio Itatiaia nesta quinta-feira (1º), a três dias do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4).
Sobre o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder nas pesquisas, Simões questionou a capacidade administrativa do rival. "Para administrar é importante ter conhecimento sobre o que a gente tem pela frente e proposta", disse. "A única proposta que Cleitinho tem é não guinchar carro."
Sobre o deputado federal Patrus Ananias (PT), ex-prefeito de Belo Horizonte e segundo colocado nas pesquisas, Simões reconheceu a trajetória pública, mas o classificou como "cansado" e sem propostas para o estado.
Ele também criticou a gestão do PT em Minas sob Fernando Pimentel, entre 2015 e 2018.
Por que Simões ataca os dois agora?
Simões aparece em posição secundária nas pesquisas, atrás de Cleitinho e Patrus, e tenta disputar uma vaga no segundo turno.
Pesquisa Real Time Big Data, com 2 mil entrevistas entre 23 e 26 de setembro, contratada pelo próprio instituto e registrada no TSE sob o protocolo MG-03351/2026, com margem de erro de 2 pontos.
Ela mostra Cleitinho com 38% das intenções de voto, Patrus com 20%, e Simões com 8%, empatado com Flávio Roscoe (PL).
O governador disse que o alvo da campanha nos últimos dias é o grupo de 60% dos mineiros que ainda não escolheram candidato. Ele apelou à "consciência eleitoral" dos indecisos para evitar, em suas palavras, um segundo turno entre Cleitinho e Patrus.
A disputa entre Simões e Cleitinho já tinha parado na Justiça Eleitoral antes desta entrevista. O TRE-MG determinou que Simões publicasse resposta a uma crítica de Cleitinho ainda na semana passada.
Como os outros candidatos reagiram a críticas parecidas?
Em debate da Globo no dia 29 de setembro, Simões cobrou Cleitinho sobre o uso de emendas parlamentares em segurança pública. O senador rebateu duro.
"Falar sobre segurança pública, eu acho que você não tem moral nenhuma para falar", disse Cleitinho, completando com "perder faz parte" em referência à posição de Simões nas pesquisas.
Patrus e Cleitinho, por sua vez, mantiveram tom mais ameno entre si nos debates recentes, apesar de discordarem sobre a dívida do estado e a capacidade de bancar promessas de campanha.
Nem sempre foi assim. Os dois já faltaram a debates estaduais e foram alvo de críticas por isso.
O que acontece agora
Onze candidatos disputam o governo de Minas Gerais no primeiro turno, neste domingo (4). Se nenhum deles passar de 50% dos votos válidos, os dois mais votados vão a um segundo turno em 25 de outubro.



















































































































































