O deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) ironizou nesta quarta-feira (30) a acusação de propina feita na noite anterior, pelo governador Mateus Simões (PSD), no debate da TV Globo.

O governador disse que Pettersen, aliado do senador e candidato Cleitinho Azevedo, tentou lhe oferecer R$ 10 milhões em propina durante um casamento, em troca de ter um contrato facilitado pelo estado. Simões não detalhou qual contrato seria.

Pettersen não negou ter encontrado Simões no evento, mas recontou o episódio como uma prova de fidelidade a Cleitinho acompanhado da negativa de uma proposta de outra natureza. O presidente estadual do Republicanos respondeu que não aceitou ser vice em uma chapa do professor. "Para retirar o futuro Governador Cleitinho e eu não aceitei. Também não aceitei a outra proposta que ele me fez, no tal casamento, porque sou heterossexual", disse Euclydes.

O deboche reduz a acusação a uma disputa de versões sobre a mesma conversa, sem que nenhum dos dois lados tenha apresentado provas até agora.

O que Cleitinho disse sobre o aliado

Cleitinho cobrou que a suspeita sobre o aliado seja apurada, sem assumir responsabilidade pelo episódio relatado por Simões.

Simões afirmou ainda ter avisado Cleitinho sobre o episódio há cerca de um ano, com data, horário e nome da empresa envolvida.

O que acontece agora

Pettersen diz que vai formalizar um processo por calúnia e difamação contra Simões nos próximos dias.

A Justiça Eleitoral negou um pedido anterior do deputado federal Euclydes Pettersen para apagar publicações e obter direito de resposta nas redes sociais do governador. A ação judicial havia sido movida após o governador postar vídeos atacando a trajetória do parlamentar, o que a defesa de Euclydes alegou ofender a honra do candidato.