O técnico Artur Jorge, do Cruzeiro, admitiu nesta quarta-feira (30) que faria diferente na eliminação para o Flamengo, por 2 a 1, na Libertadores, mas apontou a expulsão de Villalba como fator decisivo na queda para o Atlético-MG na Copa do Brasil.

"Eu faria alguma coisa diferente no jogo do Maracanã, estrategicamente", disse o treinador. "Tivemos dificuldade para entrar no jogo, acabamos por ser mais dominados do que dominadores."

O Cruzeiro havia perdido para o Flamengo no Maracanã depois de empatar em 1 a 1 no Mineirão, caindo nas quartas de final da Libertadores. Já na eliminação para o Atlético-MG na Copa do Brasil, a leitura do técnico foi diferente.

O Cruzeiro vencia por 1 a 0 aos 30 minutos do segundo tempo, na Arena MRV, quando Villalba foi expulso e o Atlético buscou a virada.

"No jogo do Atlético, era uma circunstância que por si só determina e faz toda a diferença", afirmou Jorge. "Estávamos vencendo o jogo, com 30 minutos, num ambiente totalmente adverso para nós. Tivemos uma personalidade tremenda, chegamos, nos impusemos, fizemos um gol."

Jorge descreveu o período como o mais difícil da temporada. "Sabíamos que seria um mês tremendo para o Cruzeiro, porque tinha a decisão da Libertadores, o jogo do campeonato com o Flamengo e, depois, a decisão contra o Atlético-MG", disse.

O técnico também citou a diferença de elenco diante do rival carioca: "O Flamengo colocou o Pedro e o Paquetá. São dois jogadores que estão na Seleção Brasileira."

Mesmo assim, fez questão de assumir a responsabilidade: "Isso não justifica o resultado. Podemos e somos capazes."

As duas eliminações em sequência vieram num ano de investimento recorde no elenco. O Cruzeiro gastou R$ 124 milhões em reforços na temporada, mas apenas um deles se firmou como titular fixo.

O que acontece agora

Segundo Jorge, o grupo reagiu rápido: dez dias depois da eliminação, o Cruzeiro venceu em casa pelo Brasileirão. O time de Belo Horizonte ainda disputa posições no G4 da competição, última pela qual briga na temporada.