A trading japonesa Zen-Noh comprou 30% do Grupo Cereal, empresa de grãos de Rio Verde (GO), depois de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta semana. A família Baraúna, fundadora do grupo, mantém os outros 70% e segue no comando da empresa.
O Grupo Cereal atua há mais de 40 anos em Rio Verde (GO), com originação de grãos, venda de insumos agrícolas, processamento de soja e produção de biodiesel. A empresa processa cerca de 2 milhões de toneladas de soja e milho por ano.
Segundo o agfeed, o faturamento do grupo somou R$ 5,2 bilhões em 2025, alta de 23,8%. O ndmais registra R$ 5,22 bilhões, com crescimento de 21,6% no período.
O lucro líquido, de R$ 292 milhões, mais que dobrou na comparação com 2024.
A parceria com a Zen-Noh representa uma oportunidade transformadora para o Grupo Cereal, fortalecendo nossa capacidade de originação e conectando a produção brasileira aos maiores mercados globais.
A frase é do presidente do Grupo Cereal, Adriano Baraúna, em comunicado sobre a parceria.
A Zen-Noh é a trading do grupo japonês JA, federação que reúne 945 cooperativas agrícolas do Japão. A controladora, Zen-Noh Grain Corporation, com sede nos Estados Unidos, faturou cerca de US$ 30 bilhões no ano fiscal de 2024.
A Zen-Noh já opera no Brasil há cerca de 10 anos, até agora como sócia em joint ventures de trading e logística de exportação.
O movimento ocorre num momento em que as exportações do agronegócio brasileiro crescem em 2026, impulsionadas por soja e carnes.
A sociedade abre um canal direto entre a produção de grãos de Goiás e os mercados asiáticos, sem depender de trading intermediária.
O Grupo Cereal já havia anunciado para 2026 um investimento de R$ 100 milhões para aumentar em 50 mil toneladas sua capacidade de armazenagem, hoje de 700 mil toneladas em 14 unidades.
A produção de biodiesel deve subir de 650 mil para 1 milhão de litros por dia até 2027.
O negócio ocorre em meio à recuperação do ritmo de plantio da soja no país. Nesta semana, o plantio nacional saltou de 0,5% para 3,9% em uma semana.
Dias antes, a chuva já havia melhorado o ritmo no Centro-Oeste, embora o Mato Grosso seguisse em alerta.
O que acontece agora
O Grupo Cereal deve usar parte do aporte para ampliar a armazenagem e a originação de grãos em Goiás, segundo o comunicado da empresa. Não há data definida para o início das obras nem para a conclusão de novos contratos de exportação com a Zen-Noh.






























