O humorista Tiririca (PSD) não se reelegeu deputado federal nas eleições de 2026. Ao tentar pela primeira vez uma vaga pelo Ceará, seu estado natal, após quatro mandatos consecutivos por São Paulo, recebeu 5.536 votos, insuficientes para a Câmara, e ficou na suplência do partido.
Natural de Itapipoca, no litoral oeste do Ceará, Tiririca reagiu à derrota em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (8). Uma seguidora perguntou por que ele não foi eleito em sua própria terra depois de 16 anos de mandato por São Paulo.
Eu acho que a política no Ceará é muito séria. Eu acho que brinquei muito
Tiririca respondeu citando a mãe: "Minha mãe sempre fala: 'santo de casa não faz milagre'. Isso eu aprendi nessas eleições".
O PSD conquistou três vagas na Câmara pelo Ceará, mas nenhuma delas foi a do humorista.
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A trajetória eleitoral de Tiririca vinha perdendo força desde o auge. Em 2010, pelo PL (então PR), foi o deputado federal mais votado do Brasil, com 1,34 milhão de votos em São Paulo, usando o bordão "vote em mim que eu te conto".
Em 2014, ele foi reeleito com 1,01 milhão de votos, o segundo mais votado do país. Votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e, no governo Temer, apoiou a PEC do Teto dos Gastos, mas foi contrário à Reforma Trabalhista.
O terceiro mandato, em 2018, veio com 453 mil votos, uma queda de mais de 50% em relação ao pico de 2010.
Em 2022, a migração para o PL ainda garantiu a vaga, mas com apenas 71 mil votos. O impulso veio de nomes como Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli.
O que acontece com o mandato de Tiririca?
Tiririca cumpre o mandato atual, eleito por São Paulo em 2022. Ele deixa a Câmara em 2027, já que não renovou a vaga.
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Permanece na lista de suplência do PSD no Ceará e pode assumir uma cadeira como suplente caso um dos três eleitos pelo partido deixe o cargo.
O resultado vai na contramão do padrão nacional. A Câmara eleita terá a menor renovação desde 1998, com apenas 183 deputados novatos. Tiririca, um dos nomes mais conhecidos do Legislativo, ficou de fora justamente ao trocar de estado.
A derrota mostra que até um nome nacional perde força fora de sua base histórica. Em todo o país, 5 deputados somam quase 9 milhões de votos. A força eleitoral depende do território onde o candidato construiu sua base.





























