A Argentina não poderá aposentar oficialmente a camisa 10 em homenagem a Lionel Messi, que se despediu da seleção na última terça-feira (6). O motivo é uma regra da Fifa sobre numeração de jogadores que não abre exceção para homenagens.

O regulamento da entidade exige que as seleções distribuam número aos jogadores inscritos conforme os critérios de cada torneio. Na Copa do Mundo de 2026, as equipes levaram até 26 jogadores, numerados de 1 a 26, sem número fora dessa faixa.

A Argentina já tentou isso antes?

Sim, com Maradona. Em 2001, o então presidente da AFA, Julio Grondona, e toda a entidade concordaram em aposentar a camisa 10 em sua homenagem.

A Fifa bloqueou o plano para a Copa de 2002, forçando que outro jogador usasse o número. Ariel "El Burrito" Ortega foi quem acabou vestindo a camisa 10 no torneio, após a intervenção da entidade.

A Argentina já bateu nessa mesma parede regulatória duas vezes, uma geração depois da outra, com seus dois maiores ídolos.

A restrição da Fifa vale só para competições internacionais oficiais. Em amistosos, a seleção pode optar por não escalar a camisa 10 em nenhum jogador, desde que respeite as regras do jogo específico.

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Qual foi o legado de Messi com a camisa 10?

Messi vestiu a camisa 10 da Argentina a partir de 2009. Com a seleção, ele conquistou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo do Catar e a Copa América de 2024.

Ele ainda foi vice-campeão na Copa do Mundo de 2026, em sua última participação no torneio. A despedida oficial da seleção veio em jogo cercado de homenagens, que teve até show de drones no Monumental de Núñez.

Antes mesmo de pendurar a camisa 10, Messi já havia prestado sua própria homenagem a Maradona: celebrou a classificação para a final da Copa de 2026 citando o antecessor que usou o mesmo número.