A campanha de Lula protocolou nesta sexta-feira (9) uma ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) no TSE, pedindo a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro e a inelegibilidade dele e de Pablo Marçal. A ação também pede a suspensão do perfil de Marçal no Instagram.
A ação também mira o candidato a vice de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O perfil de Marçal soma 14,1 milhões de seguidores. Os advogados de Lula pedem liminar para suspender o perfil e retirar publicações com desinformação contra a candidatura petista.
A campanha argumenta que "as contas do influenciador passaram a funcionar, na prática, como canais de campanha", citando entre as publicações uma montagem com áudio de uma conversa de 2016. Marçal anunciou apoio a Flávio em 29 de setembro.
"As estratégias adotadas são uma repetição daquilo que Pablo Marçal já fez na eleição de 2024, com ampla penetração nas redes para disseminar desinformação e deepfakes", disse o advogado Michel Bertoni Soares, um dos autores da ação.
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O que dizem Flávio e Marçal?
Flávio nega relação com o B22Token; diz que Marçal é apenas apoiador, sem vínculo formal. Marçal já está barrado da disputa presidencial e inelegível até 2032, mas segue atuando como apoiador digital nas redes. Marçal chamou o pedido de cassação de "desespero do PT".
A ação chega no mesmo dia em que o TSE mandou suspender o site Brasil 22 Token, alvo do esquema de criptomoedas citado na petição.
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É a segunda ação de cassação movida por uma campanha contra a outra nesta sexta-feira.
O que acontece agora
O TSE ainda vai analisar os pedidos da campanha de Lula, incluindo o pedido de liminar para suspender o perfil de Marçal. Não há prazo definido para a decisão.
O caso ocorre a duas semanas do 2º turno, marcado para 25 de outubro. Flávio teve 47,03% dos votos válidos no 1º turno, contra 45,16% de Lula.































