Lula e Flávio Bolsonaro chegam à véspera do 1º turno tecnicamente empatados: ambos com 46% das intenções de voto numa eventual disputa de 2º turno, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada neste sábado (3). O petista subiu 1 ponto em uma semana, enquanto o senador ficou estável.
O resultado fecha uma sequência de seis rodadas de oscilação mínima que vem desde agosto, quando Lula tinha vantagem de 1 ponto (45% a 44%). Depois disso, Flávio passou à frente pela primeira vez desde maio.
O senador chegou a abrir 2 pontos de distância em meados de setembro, antes de a diferença voltar a zerar agora.
Como a distância foi encolhendo
A série completa, sempre em votos totais: 45% a 44% para Lula (23-26/8); 45% a 44% para Flávio (30/8-2/9); 46% a 44% para Flávio em 10 de setembro.
A oscilação seguiu: 46% a 44% em 13-16/9; 46% a 45% em 20-23/9; e 46% a 46% na rodada mais recente, de 30/9 a 2/10.
Em votos válidos, que desconsideram brancos, nulos e indecisos, os dois também aparecem empatados, com 50% cada. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual — qualquer diferença abaixo disso é estatisticamente irrelevante.
O que mais a pesquisa mostra
Outro dado da mesma série chama atenção: quando perguntados sobre quem acham que vai vencer a eleição, não em quem pretendem votar, 48% apontam Lula e 45% apontam Flávio.
É uma expectativa 2 pontos mais favorável a Lula do que a própria intenção de voto, diferença maior que a margem de erro da pesquisa.
A pesquisa também indica empate na rejeição: PoderData/Aya tem mostrado os dois com índices equivalentes, de 49% cada, em rodadas recentes.
O estreitamento da corrida presidencial não é um fenômeno isolado. A disputa pelo governo da Bahia também encolheu de 11,7 pontos de distância em junho para 1,8 ponto agora, na mesma reta final de campanha.
O ponto em aberto
A própria série PoderData/Aya já registrou o cenário oposto ao atual. Em 3 de setembro, foi Flávio quem empatou com Lula pela primeira vez, e duas semanas depois chegou a ampliar a vantagem sobre o presidente.
A pergunta que fica para a reta final é se a corrida segue alternando líder a cada rodada, como fez nos últimos dois meses, ou se o empate de hoje marca a estabilização antes da urna.






























