O eleitor pode votar só no partido, sem escolher um nome, na eleição de deputado federal, estadual ou distrital no dia 4 de outubro. A prática é chamada de voto de legenda e não existe para presidente, governador ou senador.

Para votar na legenda, o eleitor digita os dois números do partido na urna e aperta "Confirma". O voto é contabilizado só para a legenda, sem ir para nenhum candidato específico.

Na urna, a votação para deputado federal vem antes da votação para presidente, com quatro números. Depois vem deputado estadual ou distrital, com cinco números, e é nessas duas telas que a opção da legenda aparece.

Como votar de legenda na urna?

Para votar de legenda, o eleitor troca o número do candidato pelo número do partido, sem completar com mais nada, nas telas de deputado federal ou estadual.

  1. Aguarde a tela de deputado federal ou estadual: o voto de legenda não existe para presidente, governador ou senador.
  2. Digite apenas os dois números do partido, sem completar com o número de um candidato.
  3. Confira o nome do partido exibido na tela antes de apertar "Confirma".

A Justiça Eleitoral permite levar uma cola de papel com os números escolhidos para a cabine. O celular, porém, fica com os mesários antes da entrada.

Como o voto de legenda ajuda a eleger deputados?

Deputados são eleitos pelo sistema proporcional: a Justiça Eleitoral soma os votos de cada candidato aos votos de legenda do mesmo partido. Essa soma define quantas cadeiras o partido ou a federação conquista na Câmara ou na Assembleia.

Depois da soma, as vagas são ocupadas pelos candidatos mais votados dentro do próprio grupo, desde que cumpram os requisitos individuais da legislação. Votos em branco e nulos ficam fora desse cálculo.

A maioria dos deputados só chega à Câmara com a força coletiva da legenda, não com o próprio nome: em 2022, apenas 28 dos 513 eleitos venceram sozinhos, praticamente o mesmo patamar de 2010, 2014 e 2018.

Nos últimos anos, mudanças nas regras eleitorais tornaram o voto local mais rentável para quem concorre a deputado, o que reforça o peso do desempenho individual dentro da conta da legenda. Ainda assim, a maior parte das vagas continua saindo da soma coletiva.

Parte dos candidatos que hoje disputam essa engrenagem já ocupa cadeira: 87% dos deputados federais tentam a reeleição em 2026, o maior porcentual da série histórica.

O que acontece agora

O primeiro turno das eleições de 2026 é no dia 4 de outubro. Até lá, o eleitor pode conferir local e situação do título de eleitor para não ter surpresa na hora de votar.

Depois da apuração, a Justiça Eleitoral aplica o cálculo do quociente eleitoral e do quociente partidário para distribuir as cadeiras entre os partidos e federações, com base na soma dos votos nominais e de legenda.