A picape híbrida Ford Maverick Lariat Hybrid passou a custar R$ 229.900 no Brasil, R$ 10 mil a menos após corte da Ford em 2 de outubro. O motor 2.5 híbrido entrega 194 cv e dirige mais como carro de passeio, aponta teste do Canaltech.
O corte faz parte de uma reposição de preços da Ford anunciada em outubro, que também reduziu o Territory em R$ 25 mil e o F-150 Lariat em R$ 20 mil.
Na linha Maverick 2026, a versão de entrada Lariat a gasolina sai por R$ 209.900, e a Lariat Black custa R$ 219.900. A Tremor, de visual off-road, divide o topo de tabela com a Hybrid, ambas a R$ 229.900.
Em nota, a Ford afirmou que o ajuste buscou "alinhar os valores de tabela aos praticados nas concessionárias, reforçando a competitividade em um mercado que passa por mudanças rápidas".
A Ranger, picape média mais vendida da marca e já reduzida de preço em junho, e o esportivo Mustang ficaram fora da rodada de descontos.
Como ela se compara com Toro e Montana?
A Maverick Hybrid disputa o segmento de picapes médias com a Fiat Toro Ultra, líder de vendas da categoria, e com a Chevrolet Montana, mais voltada ao uso urbano. Entre as três, só a Ford oferece motorização híbrida de série na versão topo de linha.
A Toro Ultra tem preço sugerido de R$ 196.490 e usa motor 1.3 turbo flex de 176 cv ou 2.2 turbodiesel, sem opção híbrida. A Montana RS, topo da linha da Chevrolet, custa R$ 180.990, com motor 1.2 turbo e tração dianteira.
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A Maverick é a mais cara das três, mas é a única que soma tração integral e sistema híbrido no mesmo pacote.
A Fiat também avança no setor eletrificado. A marca lançou em maio uma versão híbrida da Toro, fora da linha Ultra que hoje lidera as vendas da picape.
O que o motorista sente ao dirigir?
Ao volante, a Maverick se comporta como um hatch grande, aponta o teste do Canaltech. Direção leve, suspensão traseira independente e a plataforma C2, compartilhada com outros Ford, dão à picape jeito de carro de passeio, não de caminhonete.
Entre os pontos fortes listados pelo CT Auto estão o consumo de 15,4 km/l na cidade, a dirigibilidade, a tecnologia embarcada e o conforto.
Já as fraquezas aparecem no uso como ferramenta de trabalho. A capacidade de carga é menor que a de picapes médias tradicionais, e o reboque é limitado a 455 kg.
O motor também fica ruidoso em acelerações fortes, segundo o teste.
A caçamba tem 943 litros e suporta até 584 kg de carga. O sistema híbrido usa bateria de 1,1 kWh. Ela permite que o motor elétrico assuma parte do trabalho em baixa velocidade, reduzindo o consumo sem recarga externa.
No Brasil, porém, as vendas seguem modestas. A Maverick emplacou 1.437 unidades no primeiro semestre de 2024, segundo a Fenabrave, bem atrás da líder Toro.





























