A Corteva Agriscience vai investir US$ 11 bilhões para lançar 12 novos produtos de proteção de cultivos até 2036. O anúncio veio após a separação da operação de sementes, que virou a empresa Vylor, e foi feito no GAFFFF, em São Paulo, na quinta-feira (1º).
"O pipeline é avaliado em US$ 11 bilhões e vamos entregar 12 novos ativos nos próximos dez anos sendo sete químicos e cinco biológicos", disse Brook Cunningham, que assumiu em 1º de outubro como CCO global da Corteva.
Antes, ela liderava a operação da empresa na região Ásia-Pacífico.
O que muda com a separação
A Vylor, nova empresa de sementes e genética, estreou na Bolsa de Nova York (NYSE) na mesma quinta-feira (1º). Com isso, a Corteva concentra toda a sua estrutura no negócio de defensivos e biológicos para a lavoura.
Entre os projetos do novo pipeline está um fungicida contra a ferrugem asiática da soja e outras doenças de final de ciclo. Segundo Cunningham, é o primeiro novo mecanismo de ação que a empresa traz ao Brasil em mais de 14 anos.
Uma nova molécula de proteção de cultivos pode custar cerca de US$ 300 milhões e levar 13 anos até chegar à lavoura, entre pesquisa e aprovação regulatória.
É por isso que a Corteva soma à pesquisa própria investimentos em empresas em estágio inicial, parcerias e aquisições, sobretudo na área de biológicos. "Não podemos resolver todos esses problemas sozinhos", afirmou Cunningham.
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Por que o Brasil importa para a Corteva
O Brasil está entre os mercados estratégicos da nova fase da empresa. A meta declarada é crescer acima do ritmo do mercado brasileiro, apoiada em novas tecnologias e mais serviços ao produtor.
Quem assumiu o comando da operação brasileira e paraguaia foi Tiago Gontijo, vindo da Stoller, empresa comprada pela Corteva em 2023.
O momento coincide com um ano forte para o agronegócio brasileiro: a venda da safra de soja bateu recorde de cinco anos no país, e Mato Grosso já liberou o plantio da nova safra, mesmo sob alerta de El Niño.
O país também é visto como candidato a ultrapassar os Estados Unidos como maior exportador agrícola do mundo nos próximos anos.
O que acontece agora
Os sete novos ingredientes químicos e cinco produtos biológicos do pipeline devem chegar ao mercado de forma escalonada ao longo da próxima década, conforme avançam as etapas de pesquisa e registro regulatório em cada país.





























