A produção de leite no Brasil chegou a 36,7 bilhões de litros em 2025, recorde da série histórica do IBGE, mesmo com o rebanho de vacas ordenhadas 3% menor, em 14,7 milhões de animais. A produtividade por vaca é que fez a diferença.
Cada vaca produziu, em média, 2.498,7 litros no ano, alta de 5,6% e também recorde da série. O valor da produção chegou a R$ 89,5 bilhões, 2,3% a mais que em 2024.
Não é a primeira vez que a pecuária bate recorde com o rebanho menor: a produção de carne também já havia batido recorde nessas condições, sinal de uma pecuária mais produtiva por animal.
Por que o Brasil produz mais com menos vacas
O IBGE atribui o resultado a três fatores: condições climáticas favoráveis, investimento em melhoramento genético do rebanho e a saída de produtores menos especializados ou com poucos recursos do mercado.
Quem fica produzindo é, em média, mais eficiente: menos produtores, com vacas melhores, entregam mais leite no total.
Onde o leite é produzido
Minas Gerais segue como maior produtor do país, com 10,1 bilhões de litros em 2025. Paraná vem em segundo, com 4,8 bilhões, seguido por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás.
Entre os municípios, Patos de Minas, um dos polos do agronegócio mineiro, produziu 249,2 milhões de litros, alta de 9,8% no ano.
O protagonismo mineiro no leite também aparece na mesa: a tradição queijeira do estado já rendeu recordes em feiras gastronômicas neste ano.
Apenas 75,2% do leite produzido no país teve captação formal, processado por laticínios registrados. O restante segue na informalidade, fora do controle sanitário oficial.
O ponto em aberto
O IBGE liga o ganho de produtividade a três fatores: clima favorável, melhoramento genético e a saída de produtores menos especializados do mercado. Os dados divulgados não dizem quantos pequenos produtores deixaram a atividade, nem o que isso significou para a renda no campo.






























