O Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, confirmou que hackers acessaram parte da base de dados de pacientes em um ataque cibernético. O caso começou em 4 de agosto e só veio a público nesta quarta-feira (7), com uma operação da Polícia Federal.
Na Operação Insidioso, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária em Joinville (SC), expedidos pela Vara Regional das Garantias de São Paulo. Segundo a corporação, os fatos podem caracterizar invasão de dispositivo informático e extorsão.
Segundo a investigação, os criminosos teriam exigido pagamento depois de extrair os dados. Passaram-se dois meses entre a suspeita do ataque, em agosto, e a confirmação pública do caso, nesta semana.
Quais dados foram acessados?
Os dados acessados são pessoais: nome, CPF e data de nascimento, e podem incluir prescrições médicas e resultados de exames. O hospital não informou quantos pacientes foram afetados.
Os pacientes afetados estão sendo avisados individualmente por e-mail. Parte relevante dos arquivos acessados são documentos avulsos, muitos sem possibilidade de identificar o titular.
O que o hospital diz sobre o caso?
O Einstein afirma não ter encontrado evidências de que os dados tenham sido divulgados ou usados de forma indevida. A ANPD foi comunicada, assim como prevê a Lei Geral de Proteção de Dados.
O Einstein lamenta o ocorrido e reforça que seu bem mais valioso é a confiança que seus pacientes depositam na organização.
Em nota, o hospital informou que plataformas e sistemas de prontuário eletrônico continuaram operando normalmente durante todo o período.
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O que acontece agora
O caso segue sob investigação da Polícia Federal.
Casos parecidos já se repetiram no Brasil: em julho, a ANPD investigou vazamento de dados de 500 mil pacientes da rede pública.
Em agosto, a Latam levou quase 3 semanas para confirmar um vazamento de dados de clientes depois de detectar o problema.





























