A Ponte Preta perdeu pela 25ª vez na Série B 2026 na derrota por 2 a 0 para o Juventude nesta terça-feira (6), em Indaiatuba, e teve apenas 352 torcedores, o segundo pior público da competição. O time está rebaixado desde a 31ª rodada.
Jogando longe de casa (o gramado do Moisés Lucarelli, em Campinas, passa por reforma), a Macaca enfrentou ingresso inflacionado, deslocamento para outra cidade e forte chuva durante os 90 minutos.
Ainda assim, 352 pessoas foram ao estádio Ítalo Limongi, em Indaiatuba, e saíram sem a recompensa de uma atuação capaz de mudar o roteiro que a Ponte escreveu durante quase toda a Série B.
Brandão acertou a trave e a Ponte teve chegadas perigosas, mas faltou resistência para sustentar o jogo. O Juventude, que briga pela ponta da Série B, atuou em ritmo controlado e construiu a vitória nos momentos em que acelerou.
Quem esteve em Indaiatuba viu a Ponte que se tornou comum em 2026. Ela é um time incapaz de transformar em campo os problemas que o clube enfrenta fora dele.
Os números que retratam a pior fase da história da Ponte
A campanha acumula recordes negativos. A Ponte tem 22 jogos de jejum, a defesa mais vazada da Série B, com 68 gols sofridos, e corre risco de fechar a temporada com a pior campanha da história da competição no formato atual.
A marca pertence ao Duque de Caxias, que fez 17 pontos em 2011. Faltam seis jogos para o fim da temporada mais tenebrosa da história do clube.
Publicidade
O momento financeiro ajuda a explicar a crise em campo. Em setembro, uma dupla de ex-funcionários processou o clube cobrando R$ 385 mil em dívidas trabalhistas, parte das dificuldades para montar e manter o elenco ao longo da temporada.
A Ponte não está sozinha nas dificuldades da Série B 2026. O Botafogo-SP também dobrou a média de gols sofridos durante um jejum na competição, outro símbolo de temporada difícil na segunda divisão.
O que acontece agora
A Ponte Preta foi confirmada matematicamente rebaixada à Série C pela 2ª vez em 2026 no último domingo (4). Restam seis jogos até o fim da Série B. O desafio que sobra é fechar a temporada sem bater o recorde negativo do Duque de Caxias.





























