O goleiro Douglas Marques e o zagueiro Diogo Silva entraram com ações na Justiça do Trabalho contra a Ponte Preta, protocoladas na sexta-feira (25). A dupla chegou ao clube em julho, mas saiu sem estrear por causa de punições da Fifa por dívidas.
Diogo Silva cobra R$ 257.689,42, e Douglas Marques reivindica R$ 127.377,77, cerca de R$ 385 mil somados. Os dois são representados pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino.
Além de cobrar o reconhecimento de vínculo empregatício e o pagamento de verbas trabalhistas, a dupla pede que o presidente Luiz Antônio Alves Torrano e o vice-presidente Marco Antônio Eberlin respondam pessoalmente por eventuais dívidas reconhecidas pela Justiça, alegando gestão irregular e temerária.
Segundo as ações, os dois jogadores chegaram ao clube em julho, foram integrados ao elenco e permaneceram à disposição até 26 de agosto.
Eles saíram depois de serem avisados que não poderiam ser registrados devido aos transfer bans que a Ponte Preta sofria por dívidas com outros clubes.
As punições que tiraram os dois jogadores do elenco foram derrubadas depois, numa parceria com a SAF do Boavista, tarde demais para a dupla, que já havia deixado o clube.
A tese central das ações é que o vínculo trabalhista não depende do registro esportivo junto à CBF, desde que presentes elementos como subordinação, prestação de serviços e remuneração. Os advogados citam dispositivos da Lei Geral do Esporte para sustentar o pedido.
Os valores cobrados incluem salários do período trabalhado, FGTS, férias e 13º proporcionais, multa rescisória prevista na CLT e o pagamento da cláusula compensatória. Transfer bans da Fifa por dívida têm afetado outros clubes brasileiros na mesma temporada.
O que diz a Ponte Preta?
O clube informou, em nota assinada pelo diretor jurídico José Henrique Specie, que ainda não foi citado nem intimado formalmente sobre a ação judicial.
"O clube segue acompanhando as informações disponíveis e, assim que for oficialmente notificado, o caso será analisado pela Diretoria Jurídica, que adotará todas as medidas cabíveis para a defesa da entidade", informou a Ponte Preta.
A nota do clube acrescenta que esclarecimentos sobre o mérito da questão só poderão ser dados após a citação formal no processo judicial.
Não é a primeira vez que a Ponte Preta enfrenta problema trabalhista com atleta. Em junho, o volante Edson Boaro deixou o clube após 15 meses de salários atrasados.
O que acontece agora
A Ponte Preta ainda não foi formalmente notificada da ação. Quando isso ocorrer, a Diretoria Jurídica do clube terá prazo para apresentar defesa na Justiça do Trabalho.





























