O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que 'provavelmente' realizará novos ataques ao Irã nesta quarta-feira. Em declarações durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, Turquia, ele alertou: "Vou lhes dar um pequeno aviso de que vamos atacá-los com força esta noite, mas veremos como tudo vai se desenrolar”.
Fim das negociações
Trump, ao lado do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, reafirmou que a recente guerra contra o Irã conseguiu promover mudanças significativas, embora o regime clerical e militar iraniano ainda mantenha o controle do país. Ele destacou que as facções mais extremistas do Irã podem ter saído fortalecidas após o início do conflito.
Além disso, o presidente americano declarou que o acordo de trégua de 60 dias, que previa negociações sobre o arsenal nuclear iraniano, está encerrado. "No que me diz respeito, acabou. Não quero mais negociar com eles", afirmou Trump, referindo-se à nova troca de ataques entre as duas nações.
Novos ataques e consequências
Na noite anterior, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) havia iniciado uma série de ataques intensos em resposta a bombardeios iranianos contra navios-tanque no Estreito de Ormuz. O Centcom informou que mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária foram atingidas durante as ofensivas.
Os ataques foram justificados pelo comando militar americano como uma resposta necessária às agressões iranianas a três embarcações comerciais. O Centcom descreveu a ação do Irã como "injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo".
Reação iraniana e impacto no mercado
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou que atingiu instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait, além de derrubar um drone MQ-9 dos EUA que tentava interferir nas operações. As tensões entre os dois países aumentaram consideravelmente após essa nova onda de hostilidades.
Como resultado das escaladas, os contratos futuros de petróleo Brent subiram mais de 5% no início do dia, alcançando a maior alta diária desde o final de maio, superando a marca de US$ 78 por barril.




