O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou na última quarta-feira (8) uma atualização em suas previsões para a economia brasileira, mostrando um otimismo em relação ao crescimento em 2026 e 2027. No entanto, a entidade também indicou uma desaceleração nas atividades econômicas para o próximo ano.
Projeções para o PIB
De acordo com o relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI projeta uma expansão de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2023, uma melhoria em relação à estimativa anterior de 1,9% divulgada em abril. Para 2025, a previsão foi ajustada para 2,2%, um aumento de 0,2 ponto percentual, mas ainda inferior à projeção de crescimento para 2026.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia antecipado que o FMI faria ajustes nas previsões econômicas do Brasil. O crescimento projetado para 2023 está levemente acima do avanço de 2,3% registrado em 2025, que foi o pior desempenho desde 2020, segundo dados do IBGE.
Comparações com outras estimativas
No primeiro trimestre de 2023, o PIB brasileiro registrou um crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior, o que representa o melhor resultado trimestral em um ano. A nova projeção do FMI também supera as expectativas do Ministério da Fazenda, que previu um crescimento de 2,3%, e do Banco Central, que estimou 2,0%.
Além disso, as previsões do FMI são mais otimistas do que as do mercado, que espera um crescimento de apenas 1,99% em 2026 e 1,69% em 2027, conforme a pesquisa Focus mais recente divulgada pelo Banco Central.
Cenário para a América Latina
Para a região da América Latina e Caribe, o FMI prevê uma expansão de 2,4% em 2026, com um aumento de 0,1 ponto percentual em relação à estimativa anterior. Para 2027, a projeção se mantém em 2,7%.
No que diz respeito às economias emergentes e em desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, o FMI estima um crescimento de 3,8% para este ano, uma queda de 0,1 ponto, com uma expectativa de alta para 2025, atingindo 4,5%, um aumento de 0,3 ponto em relação a abril.
Considerações do FMI
O FMI destacou que as revisões nas projeções são heterogêneas e refletem uma série de fatores, incluindo a dependência de commodities, a exposição geográfica, as remessas e receitas de turismo, bem como a sensibilidade às condições financeiras e a posição nas cadeias globais de valor da tecnologia.




