A caderneta de poupança brasileira voltou a apresentar um saldo negativo em junho, após um mês de maio que havia registrado depósitos líquidos. Segundo dados do Banco Central, o total de saques foi de R$ 237,55 milhões, o que representa o menor volume de retiradas em quase 14 anos.

Desempenho em junho

O mês passado teve um resultado bastante distinto em comparação a maio, quando a poupança havia registrado depósitos líquidos de R$ 2,6 bilhões. Em junho, o total líquido de saques é o mais baixo desde janeiro de 2012, quando foram retirados apenas R$ 2,8 milhões.

Perdas consecutivas

A partir de 2021, a poupança tem enfrentado um cenário de perdas anuais consecutivas, com a maioria dos meses apresentando resultados negativos. Este padrão se manteve também em junho, quando o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou um saldo negativo de R$ 1,4 bilhão, após dois meses positivos.

Poupança rural se destaca

Por outro lado, a poupança rural teve um desempenho melhor, com depósitos líquidos de R$ 1,16 bilhão, o que representa o melhor resultado para essa modalidade em um ano. Essa diferença entre as duas modalidades de poupança evidencia as variações na confiança dos investidores.

Saques acumulados no ano

No acumulado do ano até junho, a caderneta de poupança já apresenta um total de saques líquidos de R$ 39,36 bilhões, evidenciando uma tendência de retirada de recursos por parte dos poupadores, o que pode impactar o setor financeiro.

Rentabilidade da poupança

A rentabilidade atual da caderneta de poupança é baseada na taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Esse cálculo se mantém enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, atualmente fixada em 14,25% ao ano, o que influencia diretamente a atratividade da aplicação.