Na quarta-feira, 8, em Brasília, representantes do setor de proteínas animais se encontraram com membros do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para discutir estratégias que possibilitem ao Brasil atender às novas exigências da União Europeia (UE) sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. O objetivo é encontrar alternativas que não prejudiquem a competitividade do setor.

Reunião na CNA

O encontro foi realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e contou com a presença de diversas entidades, incluindo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre os participantes estavam o presidente-executivo da Abiec, Roberto Perosa, e o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart.

Objetivos da Reunião

Conforme informações obtidas, o principal intuito do encontro foi atualizar as entidades sobre as ações que o governo está implementando, além de alinhar as estratégias de atuação dos diferentes setores da cadeia produtiva. O diálogo foi visto como uma oportunidade para discutir alternativas antes que as novas exigências da UE entrem em vigor.

Exigências da União Europeia

A pressão sobre o setor aumentou nas últimas semanas, uma vez que a UE confirmou que exigirá comprovação de que carnes e produtos de origem animal importados sejam provenientes de sistemas livres de antimicrobianos que não são permitidos na região. O Ministério da Agricultura destacou que a adaptação às exigências depende, em grande parte, da própria cadeia produtiva.

Desafios e Propostas

O governo argumentou que os produtos questionados permanecem autorizados no Brasil e que cabe ao setor desenvolver mecanismos privados para garantir que os animais destinados às exportações para a UE atendam os requisitos exigidos. A proposta é criar sistemas de controle que assegurem a rastreabilidade e segregação dos rebanhos voltados para o mercado europeu.

Medidas de Controle

Enquanto busca uma solução definitiva, o Mapa já instituiu medidas de controle para os animais que serão exportados à União Europeia, incluindo um acompanhamento rigoroso de todo o ciclo produtivo e a separação dos rebanhos que serão enviados ao bloco. Entretanto, ainda existem divergências sobre o melhor caminho a seguir, com parte da indústria pedindo regras mais rigorosas para segurança nas exportações e representantes dos produtores alertando sobre os impactos que restrições ao uso de antimicrobianos podem ter na produtividade da pecuária nacional.