No dia 8 de agosto, o cacau teve um aumento expressivo de 5,09%, encerrando a sessão na Bolsa de Nova York cotado a US$ 5.052 por tonelada. Este é o maior preço registrado nos últimos seis meses, refletindo preocupações com a oferta global após o aumento das chuvas na Costa do Marfim e em Gana.
Impacto das chuvas na produção
A intensificação das chuvas causou alagamentos, dificultando o acesso dos agricultores às lavouras e aos portos. Além disso, o excesso de umidade pode favorecer o surgimento de doenças nos cacaueiros, como a podridão parda e a podridão negra, afetando negativamente a produtividade e o potencial da próxima safra.
Movimentações no mercado do café
Em contraste, os contratos futuros do café arábica apresentaram queda de 2,46%, fechando a sessão cotados a US$ 3,09 por libra-peso. Esta redução se deve a uma correção após um período de valorização, conforme investidores realizam lucros. O mercado permanece volátil, com o atraso na colheita e as chuvas impactando o processo de secagem e beneficiamento dos grãos.
Expectativas para o açúcar e algodão
Os contratos futuros do açúcar tiveram uma sessão misturada, com o contrato para outubro recuando 0,20% e encerrando a US$ 15,11 por libra-peso. A queda se deu após um movimento de realização de lucros, enquanto a melhora das chuvas na Índia alivia preocupações sobre a produção de cana-de-açúcar.
Dados sobre o algodão
No mercado do algodão, os contratos também encerraram em queda, com uma redução de 0,76%, fechando a US$ 80,67 por libra-peso. O fortalecimento do dólar pressionou as cotações, apesar de um aumento nas exportações norte-americanas, que atingiram seu maior volume em três anos.
Exportação de suco de laranja
Por fim, os dados do comércio internacional indicam que as exportações de suco de laranja também tiveram um aumento significativo em maio, alcançando 1,46 milhão de fardos, um crescimento de 15,3% em relação ao ano anterior. No entanto, houve uma queda de 6,88% em comparação ao mês anterior, refletindo a volatilidade do mercado.




