A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) aceitou o pedido de exame de insanidade mental feito pela defesa de Paola Stéfany Neto Cirino, de 30 anos. Ela é investigada pelo duplo latrocínio de um casal de idosos, cujos corpos foram encontrados em um apartamento no Bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Pedido de Insanidade Mental

O advogado da diarista, Bruno Correa Lemos, confirmou que solicitou a instauração de um incidente de insanidade mental com base em elementos da investigação e na reprodução simulada dos fatos. A petição foi protocolada no dia 8 de julho, fundamentada no artigo 149, parágrafo 1º, do Código de Processo Penal, pedindo que a polícia realize uma perícia psiquiátrica para avaliar a condição mental da acusada.

Histórico de Saúde Mental

Correa destacou que a suspeita apresenta confusão mental e esquecimento, além de ter um histórico pessoal que inclui passagens pelo Hospital Espírita André Luiz e unidades de saúde em Ribeirão das Neves. Esse histórico, segundo o advogado, sugere a necessidade de uma avaliação mais aprofundada de sua saúde mental.

Decisão Judicial

A defesa informou que a Polícia Civil acolheu o pedido e ainda representou ao Poder Judiciário para a instauração do incidente. No entanto, a decisão final sobre a instauração cabe ao Judiciário, que analisará os elementos técnicos e jurídicos apresentados.

Desdobramentos do Caso

Na mesma sexta-feira, 10 de julho, a Justiça de Minas Gerais decidiu que o caso de Paola não será julgado pelo tribunal do Júri, conforme divulgado pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza. A decisão considera que o crime se enquadra como latrocínio, que deve ser tratado em vara criminal comum, e não no tribunal do Júri, que é reservado para homicídios dolosos e outros crimes contra a vida.

Reconstituição do Crime

O casal de idosos foi vítima do latrocínio no dia 29 de junho, e Paola foi presa três dias após o crime, em Itabira. As investigações levaram a Polícia Civil a encontrar a faca usada no homicídio durante uma reconstituição da cena do crime, que ocorreu no dia 8 de julho, envolvendo a presença da suspeita e de sua defesa. O momento foi marcado por protestos de vizinhos e transeuntes contra a acusada.