José Valentim Montanha, um aposentado de 72 anos, está em busca de um tratamento eficaz contra o câncer no intestino, enfrentando uma batalha judicial em Pirassununga, SP. Diagnosticado com a doença em 2024, ele passou por uma cirurgia, mas viu o câncer retornar, levando os médicos a prescreverem a imunoterapia com pembrolizumabe, um medicamento que custa mais de R$ 1,1 milhão.

Desafios financeiros e apoio familiar

Devido ao alto custo do tratamento, os cuidados do aposentado são compartilhados entre seu filho, Giovanni, e sua esposa. Em um momento de desespero, José expressou sua gratidão pelo apoio que recebe: "Se não fosse [o apoio deles], já tinha ido, sinceramente".

Pedido judicial e golpe na internet

A família entrou com uma ação judicial em janeiro, mas o pedido foi negado em março. O caso agora aguarda julgamento em instâncias superiores em São Paulo. Giovanni, em busca de alternativas, acabou sendo vítima de um golpe ao tentar arrecadar fundos para o tratamento. Uma mulher se ofereceu para doar ampolas do medicamento, mas após o pagamento do frete, bloqueou Giovanni.

Esperança e qualidade de vida

Apesar das dificuldades, a família ainda nutre esperanças. Giovanni mencionou que conhecem pacientes em Barretos que estão utilizando a imunoterapia e notaram melhorias significativas na qualidade de vida deles.

Crescimento da judicialização da saúde

A situação de José é um reflexo de um problema maior que afeta cerca de 1.500 pessoas na região, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça. O número de processos relacionados ao fornecimento de medicamentos tem aumentado nos últimos anos.

Regras mais rígidas e orientação jurídica

Entretanto, a taxa de sucesso das ações judiciais tem diminuído desde 2024, devido a uma mudança no entendimento do Supremo Tribunal Federal. Agora, os requisitos para a concessão do medicamento se tornaram mais rigorosos. O coordenador da Defensoria Pública de Rio Claro, Octavio Augustus Cordeiro, recomenda que as pessoas procurem a defensoria ou um advogado ao enfrentarem a negativa do poder público para tratamentos médicos.