A Polícia Federal (PF) iniciou a 10ª fase da Operação Compliance Zero, focando na investigação de ações coordenadas nas redes sociais destinadas a comprometer a credibilidade do Banco Central. De acordo com o analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, foram identificados pelo menos 40 perfis que publicaram conteúdos negativos sobre a instituição.

Investigação sobre influenciadores digitais

As investigações indicam que influenciadores digitais e páginas na internet foram contratados para disseminar narrativas favoráveis ao Banco Master e críticas ao Banco Central. O publicitário Thiago Miranda é apontado como o principal responsável por essa estratégia, sendo alvo central da investigação.

O papel do 'Projeto DV'

A PF abriu um inquérito no começo do ano para investigar a atuação de Thiago Miranda no chamado "Projeto DV", que se refere a Daniel Vorcaro. Através dessa operação, foram contratados perfis de diferentes nichos, como fofoca e nutrição, que não tinham relação com o mercado financeiro, mas que atacavam adversários de Vorcaro e buscavam descredibilizar o Banco Central.

Valores envolvidos e depoimentos

Thiago Miranda confirmou à PF que contratou os perfis, mas alegou que o intuito não era atacar instituições. Segundo ele, a ideia era um plano de gestão de crise após a liquidação do Banco Master em novembro do ano anterior e a prisão de Vorcaro. Os valores das contratações, de acordo com Miranda, chegariam a R$ 8 milhões.

Coerência entre os perfis

A análise das publicações revelou que os 40 perfis identificados compartilhavam uma narrativa uniforme entre 9 de dezembro e 6 de janeiro, criticando o Banco Central e retratando o Banco Master como uma vítima do sistema financeiro. As postagens sugeriam que o Banco Central e o governo estariam agindo contra a sociedade.

Confirmações de negociações

Depoimentos de representantes dos perfis investigados foram coletados, e confirmaram que houve negociação e contratação por parte de Thiago Miranda e um empresário de Brasília também envolvido nas investigações. A PF continua a apurar a extensão das ações coordenadas e suas implicações.