A defesa de Paola Stefany Neto Cirino, a diarista acusada de matar o casal Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio em Belo Horizonte, está solicitando que ela passe por um exame para avaliar sua saúde mental. O requerimento, que tem como objetivo provar que Paola teve um surto psicótico no momento do crime, foi acolhido pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Solicitação de exame
O advogado de Paola, Bruno Corrêa, anunciou que o pedido será enviado ao Poder Judiciário, onde a Justiça decidirá se instaura o incidente de insanidade mental. Esta possibilidade já foi considerada pela investigação, mas o defensor acredita que o histórico de atendimentos de saúde mental de Paola pode influenciar na decisão.
Histórico de saúde mental
Bruno Corrêa destacou que a defesa baseou seu pedido em diversos fatores, incluindo depoimentos de familiares e a atitude de Paola durante a reprodução simulada dos fatos. Ele mencionou que a investigada possui um histórico de atendimentos em centros de saúde mental, o que pode corroborar a alegação de surto psicótico.
Detalhes do crime
O crime ocorreu no dia 29 de junho, quando Paola foi à casa do casal pela primeira vez. A Polícia Civil informou que a diarista dopou as vítimas com clonazepam antes de atacá-las com várias facadas. Após o ato, ela subtraiu joias, eletrônicos e dinheiro do apartamento.
Desdobramentos legais
Paola foi presa preventivamente e confessou o crime, com parte dos objetos roubados já recuperados. A Polícia Civil continua a investigar se ela cometeu outros furtos enquanto trabalhava em diferentes residências. O inquérito deve ser concluído em breve.
Julgamento e decisões judiciais
Recentemente, a Justiça decidiu que o processo contra Paola não será julgado pelo Tribunal do Júri, mas sim por uma Vara das Garantias. O crime é classificado como latrocínio, que não é de competência do júri, e o advogado já esperava essa decisão.




