Na última terça-feira, a estatal dos Correios anunciou a suspensão parcial de seu plano de reestruturação, com validade até 31 de julho. A decisão foi motivada pelo receio de uma greve entre os trabalhadores, que estão em mobilização contra as mudanças propostas.
Reunião com representantes dos trabalhadores
A medida foi discutida em uma reunião entre a direção dos Correios e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telegrafos e Similares (Fentect). Durante o encontro, foram decididas as ações a serem suspensas para evitar a paralisação dos serviços.
Medidas suspensas
As principais ações que estão temporariamente interrompidas incluem: o fechamento de agências, a implementação do Sistema de Dimensionamento da Distribuição (SDD), e a retirada de remunerações adicionais como o Adicional de Atendimento em Guichê (AAG) e a quebra de caixa.
Motivação para a suspensão
O SDD, um dos pontos mais controversos do plano, gerou insatisfação entre os carteiros, levando à mobilização que culminou na suspensão das medidas. A direção da empresa busca evitar a greve e a interrupção dos serviços postais.
Objetivo do plano de reestruturação
O plano de reestruturação visa garantir um empréstimo de R$ 12 bilhões até dezembro de 2025, necessário para reequilibrar as finanças da estatal, que enfrenta déficits bilionários nos últimos anos. Além disso, os Correios ainda precisam mobilizar cerca de R$ 8 bilhões para completar o plano.
Ações previstas no plano
Entre as ações planejadas, destacam-se um programa de demissão voluntária que poderá afetar até 15 mil empregados, o fechamento de cerca de mil unidades em todo o país e a ampliação de parcerias com o setor privado, com o intuito de reduzir despesas e aumentar receitas.




