O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quinta-feira (9) que o governo pode começar a retirar o subsídio à gasolina, total ou parcialmente, na próxima semana. Ele destacou que essa decisão será influenciada pela evolução do contexto internacional, especialmente em relação ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

Cautela na retirada de subsídios

Durante uma entrevista à Rádio Gaúcha, Durigan enfatizou a necessidade de cautela ao considerar a redução dos subsídios aos combustíveis. Ele explicou que a previsão inicial era de anunciar a diminuição do benefício ainda nesta semana, mas a oscilação nos preços levou o governo a reavaliar o cronograma.

"Vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo. A depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial, seja totalmente", afirmou o ministro.

Retirada de medidas emergenciais

Durigan também ressaltou a importância de o governo agir com agilidade tanto na implementação quanto na retirada de medidas emergenciais. Ele argumentou que a mesma prontidão necessária para adotar subsídios e reduzir tributos deve ser aplicada ao processo inverso.

Recentemente, o governo já havia anunciado a remoção da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, como parte de um esforço mais amplo de ajuste fiscal.

Perspectivas para biodiesel e etanol

Sobre o biodiesel, o ministro revelou que a equipe econômica é favorável ao aumento da mistura obrigatória no diesel ainda neste ano. Contudo, essa decisão dependerá de uma análise técnica do Ministério de Minas e Energia para assegurar que a cadeia produtiva e os veículos estejam adequados para a mudança.

Durigan também confirmou que a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina permanece nos planos do governo. Essa implementação está prevista para ocorrer nos próximos dias, conforme anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Adiamento de reuniões

O ministro observou que a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que definiria detalhes sobre a mistura de etanol, foi adiada devido à volatilidade dos mercados e aos conflitos internacionais. O governo busca estabelecer um consenso com o setor para evitar novas pressões por subsídios no Congresso.