No dia 9 de julho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reiterou seu apelo para que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) amplie a adesão das instituições financeiras ao programa Desenrola Adimplente. Atualmente, apenas a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e um ou dois bancos privados manifestaram interesse em participar.

Objetivos do Desenrola Adimplentes

O programa visa beneficiar trabalhadores informais que mantêm suas parcelas em dia, mas enfrentam taxas de juros elevadas. Durigan deixou claro que o foco não é o perdão de dívidas, mas sim a troca de empréstimos com juros que podem atingir 10% ao mês por opções com taxas muito mais baixas, de 1,99% ao mês.

Condições de Pagamento

“Aqui não é perdão de nada. Mas em vez de pagar 10% ao mês, paga 1,99% ao mês. O que os bancos alegam? Que essa pessoa já paga em dia, mas isso não justifica a cobrança de juros exorbitantes”, afirmou o ministro em entrevista à Rádio Gaúcha. Ele destacou que o governo oferece garantias adicionais para que os trabalhadores continuem a honrar seus compromissos financeiros.

Conversa com os Bancos

Durigan mencionou que continua dialogando com a Febraban para que o programa se estenda a outros bancos. Até o momento, a resposta das instituições financeiras tem sido morna, e o ministro expressou sua preocupação com a falta de interesse do sistema bancário.

Desafios do Programa

Lançado pouco antes das eleições, o Desenrola Adimplentes ainda não conseguiu atrair o interesse necessário por parte dos bancos. O programa é voltado para pessoas que possuem parcelas em atraso há até 90 dias, portanto, ainda fora dos índices de inadimplência.

Crédito Acessível

Durigan afirmou que, além de ações pontuais para renegociação de dívidas, é crucial ampliar o acesso a linhas de crédito de qualidade. Ele ressaltou que aposentados e servidores públicos já contam com opções de crédito consignado, enquanto muitos trabalhadores da iniciativa privada ainda enfrentam dificuldades nesse sentido.