O juiz André Chaves Reis decidiu, nesta quarta-feira (8/7), que a 32ª Vaquejada Nacional de Miravânia, programada para ocorrer entre os dias 9 e 12 de julho, terá sua realização garantida. A decisão foi tomada após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitar a suspensão do evento, que conta com um investimento de R$ 1,67 milhão.
Decisão Judicial
A análise do juiz não determinou que a festa é regular, mas considerou que as contratações para o evento são legais e que a suspensão poderia trazer consequências irreversíveis. O MPMG havia ajuizado uma Ação Civil Pública, pedindo urgência na tutela, citando a desproporcionalidade do investimento em relação à realidade financeira do município, que possui cerca de 3.985 habitantes, segundo o IBGE.
Preocupações do MPMG
O MPMG argumentou ainda que poderia haver desvio de recursos de fundos destinados ao patrimônio cultural e turismo para financiar a vaquejada. Apesar das preocupações levantadas, o juiz rejeitou o pedido de urgência, ressaltando que o Ministério Público não apresentou provas suficientes para justificar o cancelamento do evento.
Impacto Econômico
A decisão judicial também mencionou o potencial de 'dano reverso', indicando que o cancelamento repentino da vaquejada poderia afetar o planejamento econômico do evento, impactando contratos e trabalhadores envolvidos. A realização da festa é vista como importante para a economia local.
Atrações do Evento
Durante os quatro dias da vaquejada, a cantora Mari Fernandez será a principal atração, além das apresentações de Caninana e da dupla Althaír e Alexandre, prometendo um evento animado para os participantes.
Próximos Passos
A Prefeitura de Miravânia será convocada a se manifestar sobre a realização do evento. Após a vaquejada, uma investigação sobre a legalidade do uso dos recursos e a adequação dos gastos será conduzida para garantir a correta aplicação dos verbas públicas.




