O governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está otimista quanto à aprovação da medida provisória (MP) nº 1.343, que revisa as normas sobre o piso mínimo do frete, prevista para esta terça-feira (14/7). A MP precisa ser votada até quinta-feira (16/7) para que não perca validade.

Pressão dos Caminhoneiros

A poucos dias do fim do prazo, caminhoneiros têm intensificado suas mobilizações, realizando paralisações em diversas partes do país. O objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que a matéria seja colocada em pauta. A medida foi editada em março e já passou pela Câmara dos Deputados, onde foi aprovada em 17 de junho, aguardando agora a deliberação do Senado.

Expectativa do Governo

De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, há uma expectativa positiva de que a votação ocorra ainda hoje. Boulos também foi responsável pela interlocução com os caminhoneiros durante a elaboração da MP, o que reforça a importância da medida para a categoria.

Paralisações em Todo o País

Na segunda-feira, caminhoneiros realizaram protestos em locais estratégicos, como o Porto de Santos (SP), Itajaí (SC) e o Porto de Suape (PE), além da BR-040 em Luziânia (GO). Até o momento, as manifestações não causaram grandes transtornos, e o fluxo de serviços permaneceu normal, mas não há dados oficiais sobre o número de caminhoneiros envolvidos nas paralisações.

O Que A MP Inclui

A MP do Frete propõe um fortalecimento nos mecanismos de fiscalização das tarifas de frete e estabelece um piso salarial nacional para os trabalhadores celetistas do transporte de cargas, fixado em R$ 5 mil. Além disso, a proposta altera as diretrizes para o cálculo dos mínimos do frete, levando em consideração fatores como o custo do combustível, manutenção e seguros, entre outros.

Contexto da Medida

A edição da MP ocorre em um contexto de pressões do setor, com ameaças de greves por parte dos caminhoneiros. O governo busca, assim, equilibrar as demandas da categoria com a necessidade de regular o mercado de transporte de cargas, promovendo maior segurança e estabilidade no setor.