Ao completar 83 anos, Dona Lourdes Batigalhia provou que a educação não tem idade. No dia 8 de julho, ela se formou na Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Araraquara, São Paulo, mostrando que nunca é tarde para realizar um sonho. A decisão de voltar a estudar surgiu após a morte de seu marido, o que a motivou a buscar novos aprendizados.

A transformação pela educação

Com o diploma do ensino fundamental em mãos, Dona Lourdes já planeja dar o próximo passo em sua trajetória educacional: cursar uma faculdade. Ela relata que a experiência de voltar à sala de aula mudou sua vida. "Mudou muito, muito mesmo. Eu aprendi mais, sei ler, sei escrever, sei pronunciar. Para mim foi uma maravilha", disse animada.

Um novo começo

A aposentada destacou que, em sua juventude, as oportunidades eram limitadas para as mulheres, que eram ensinadas a cuidar do lar. Após a perda do marido e a sensação de solidão, ela decidiu que era hora de priorizar seus estudos. "Quando ele faleceu e eu fiquei sozinha, falei: agora eu vou partir para o estudo", compartilhou.

Inspiração para a família

A trajetória de Dona Lourdes não apenas a transformou, mas também inspirou sua família. Sua filha, Eliane Zinato, contou que a mãe estava muito abalada após a morte do pai, mas encontrou nos estudos um novo propósito. "Ela quis voltar a estudar e apoiamos, é uma felicidade sem fim", afirmou a filha, emocionada com a conquista.

Mensagem de encorajamento

Questionada sobre o que diria para aqueles que acreditam estar velhos demais para estudar, Dona Lourdes foi enfática: "Não desanimar. Bola para frente. Temos que ir para frente." Essa mensagem de esperança e determinação ressoa entre os colegas formandos, que também receberam seus diplomas na mesma cerimônia.

O papel da EJA

A diretora da escola, Roberta Cristina do Vale, ressaltou que a EJA não se limita ao ensino, mas sim à superação pessoal de cada aluno. Ela destacou que todos os estudantes têm histórias únicas e que a escolha de voltar a estudar é um sinal de força e desejo de felicidade. "Eles são superação, porque vão para escola porque eles querem, escolheram estar na escola, chegam lá e são felizes aqui", concluiu.