As exportações de ovos do Brasil, tanto in natura quanto processados, mostraram sinais de recuperação em junho, após meses de queda. Essa melhora é atribuída ao aumento significativo das compras feitas pelo Chile, que se tornou o principal importador da proteína brasileira.
Destaques das exportações de junho
Dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) indicam que o Brasil exportou 2,59 mil toneladas de ovos em junho, um crescimento de 19% em comparação a maio. No entanto, o volume ainda é 60% inferior ao registrado em junho do ano passado, demonstrando uma recuperação gradual.
Demanda do Chile
O Chile tem sido o principal destino das exportações brasileiras de ovos por cinco meses consecutivos. Em junho, o país adquiriu 1,87 mil toneladas, o que representa um aumento de 41% em relação ao mês anterior e corresponde a 72% do total exportado pelo Brasil no mesmo período.
Impacto da gripe aviária
A crescente demanda chilena pode ser explicada pelo primeiro caso de gripe aviária registrado no país em abril, que afetou a produção local. Desde então, o Chile intensificou suas importações de ovos brasileiros para compensar as perdas na produção interna.
Exportações de carne de frango
Além dos ovos, as exportações brasileiras de carne de frango também têm mostrado um desempenho robusto. Apesar de desafios no Oriente Médio, que afetaram o tráfego no Estreito de Ormuz, as vendas de carne de frango alcançaram 2,9 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, um recorde para o período desde 1997.
Novos mercados
Os pesquisadores do Cepea destacam que o crescimento das exportações de ovos e frangos é resultado da diversificação dos parceiros comerciais do Brasil. As vendas para o Japão aumentaram 21,2%, enquanto as exportações para a África do Sul subiram 38,3%, ajudando a mitigar os efeitos negativos do cenário adverso no Oriente Médio.




