Na tarde desta segunda-feira, 13 de julho, lideranças da base do governo e da oposição se encontram com representantes dos caminhoneiros no Senado Federal. O objetivo do encontro é destravar a votação da Medida Provisória nº 1.343, mais conhecida como MP do Frete.

A reunião acontece em um contexto de tensão, já que a categoria ameaça paralisar suas atividades caso a proposta não seja aprovada antes de perder a validade. A MP traz alterações nas regras do piso mínimo do frete e responde a diversas reivindicações dos caminhoneiros.

Preparativos do governo

Informações obtidas indicam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não estará presente no encontro. Na noite de domingo, 12 de julho, a Advocacia-Geral da União (AGU) foi notificada sobre a possibilidade de uma greve, sinalizando a seriedade da situação.

Os ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e da Casa Civil, Miriam Belchior, também foram alertados sobre o risco de mobilização da categoria. Este acompanhamento é parte das estratégias do governo para lidar com possíveis desdobramentos do movimento.

A expectativa de um acordo

Apesar da pressão e do clima de apreensão, integrantes do governo acreditam que ainda há espaço para chegar a um acordo durante o dia. A expectativa é que essa negociação possa viabilizar a votação da MP e, assim, evitar a paralisação dos caminhoneiros, que pode acarretar sérias consequências para o transporte de cargas no país.

Com o tempo se esgotando, a urgência da situação se intensifica, e todos os envolvidos buscam uma solução que atenda às demandas da classe e assegure a continuidade das operações no setor de transporte.