As associações do setor cafeeiro brasileiro celebraram a isenção de tarifas sobre os produtos exportados para os Estados Unidos, anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) na última quarta-feira (15). A taxa de 25% não incidirá sobre os cafés do Brasil, uma conquista significativa para o setor.
Cooperação entre entidades
O anúncio é fruto de um trabalho conjunto entre a National Coffee Association (NCA) e as entidades brasileiras, como a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). As instituições destacaram duas vitórias importantes: a manutenção dos cafés já isentos e a inclusão do café solúvel não aromatizado na lista de exceções.
Impacto nas exportações
Com a decisão, o café verde e os produtos industrializados do Brasil, incluindo o solúvel, estão protegidos de taxas adicionais que poderiam impactar suas exportações, que somam entre US$ 2,0 bilhões e US$ 2,5 bilhões por ano ao mercado americano. Os EUA são o maior consumidor e importador de café do mundo.
Desafios futuros
Apesar da boa notícia, as entidades alertam que uma segunda investigação pelo USTR, ainda na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, pode resultar em novas tarifas de 12,5% sobre o café brasileiro. Isso gera preocupações sobre a competitividade do produto no mercado internacional.
Compromisso com a sustentabilidade
As associações reafirmaram seu compromisso em representar a sustentabilidade, qualidade e competitividade do café brasileiro. O objetivo é garantir que os interesses de todos os envolvidos na cadeia produtiva sejam defendidos e atendidos.
Conclusão
A isenção das tarifas representa um avanço significativo para o setor cafeeiro do Brasil, consolidando sua posição como um parceiro estratégico e confiável para os importadores americanos. As entidades continuarão atentas às movimentações do mercado e defenderão os interesses dos produtores.




