A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre a importação de determinados produtos madeireiros brasileiros gerou preocupação na indústria do setor. A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) manifestou sua insatisfação, alertando que essa medida pode comprometer a continuidade de negócios estabelecidos ao longo de décadas.
Impactos no setor madeireiro
Segundo a Abimci, a nova tarifa representa um duro golpe para a indústria que ainda estava se recuperando de tarifas anteriores já impostas pelos EUA. A associação enfatizou que a perda de competitividade resultante dessas novas tarifas pode prejudicar investimentos, a produção e a manutenção de empregos no setor.
Motivos da tarifa
A tarifa foi publicada em 15 de julho e é fruto de uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de acordo com a Abimci. Essa investigação classificou como "injustas" algumas políticas brasileiras relacionadas a comércio digital, propriedade intelectual, etanol e combate ao desmatamento.
Necessidade de ação governamental
A Abimci destacou a importância de uma ação governamental mais efetiva, que deve ser dissociada de questões políticas e focada em negociações diplomáticas, segundo a posição da associação, para evitar decisões que prejudiquem a indústria madeireira brasileira.
Argumentos da Abimci
Na sua manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), a associação ressaltou que as florestas plantadas são a principal fonte de suprimento para a indústria madeireira brasileira. Além disso, mencionou as práticas de manejo sustentável e o rigor no cumprimento das regulamentações brasileiras.
Complementaridade com a produção americana
A Abimci também argumentou que os produtos brasileiros complementam a produção local americana, ressaltando que não há concorrência direta com a indústria dos Estados Unidos e que a substituição por fornecedores de outros países pode ser difícil.




