A isenção do ferro-gusa do novo tarifaço de 25% anunciado pelos Estados Unidos foi atribuída ao apoio significativo de importadores americanos, de acordo com o Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG). O presidente da entidade, Fausto Varela, destacou que o apoio dos importadores foi determinante para a isenção.

Argumentação técnica dos importadores

Varela afirmou que os importadores apresentaram uma argumentação técnica sólida, ressaltando que a indústria americana poderia ser prejudicada caso novas tarifas fossem aplicadas ao ferro-gusa. Ele mencionou que ainda aguarda a conclusão da investigação dos EUA sobre trabalho forçado, mas espera que o argumento utilizado para a isenção do ferro-gusa também seja considerado.

Atividades em Washington

O presidente do Sindifer-MG revelou que a entidade esteve em Washington para participar de audiências públicas, utilizando todos os recursos disponíveis para garantir o apoio necessário. Segundo ele, a colaboração dos importadores americanos foi crucial para a isenção.

Importância do ferro-gusa para o Brasil

Os Estados Unidos são o principal destino do ferro-gusa brasileiro, que é uma matéria-prima essencial na produção de aço e ferro fundido, fundamentais para a indústria metalúrgica. Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 4 milhões de toneladas de ferro-gusa, sendo 3,3 milhões destinadas ao mercado americano.

Impactos financeiros

O valor total dessas exportações é estimado em US$ 1,7 bilhão, conforme dados do Sindifer-MG. Apesar da isenção do ferro-gusa, o setor ainda enfrenta desafios, pois o aço e o alumínio permanecem sujeitos a uma tarifa de 50% imposta pelos EUA no ano anterior, conforme a seção 232.

Conclusão sobre o tarifaço

Embora o tarifaço recém-anunciado não tenha alterado o cenário para o aço e o alumínio, a isenção do ferro-gusa representa uma vitória significativa para o setor, mostrando a importância do diálogo e da argumentação técnica nas relações comerciais internacionais.