A atividade econômica no Brasil permanece resiliente, mesmo diante das limitações impostas pelos juros elevados, segundo a Secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire. Durante uma apresentação das projeções da Secretaria, ela destacou que, entre abril e maio, a economia mostrou sinais de continuidade no crescimento, embora a taxa de juros esteja em um patamar considerado "bastante restritivo".
Projeções de Crescimento
O Ministério da Fazenda estima um avanço de 0,8% na atividade econômica para o segundo trimestre, em comparação ao primeiro. Essa expansão será impulsionada, em parte, por um leve aumento no setor de serviços, que deve passar de 0,5% para 0,7%. Por outro lado, os setores de indústria e agropecuária apresentam uma expectativa de desaceleração, com o crescimento da indústria reduzido de 1,2% para 0,8% e o da agropecuária de 2% para 0,6%.
Efeitos da Política Monetária
A secretária Freire ressaltou que a desaceleração no setor de serviços é uma consequência dos efeitos defasados da política monetária. A taxa Selic, considerada alta, tem gerado um ambiente econômico mais restritivo, impactando a capacidade de expansão de diversos setores.
Contexto Internacional e Incertezas
No que diz respeito ao cenário internacional, Freire mencionou que o ambiente atual é marcado por elevada incerteza, especialmente em decorrência do retrocesso de acordos entre os Estados Unidos e Irã. A quebra do trato de cessar-fogo trouxe novas doses de incerteza, o que, segundo ela, exige maior cautela por parte dos bancos centrais na condução da política monetária.
Conclusão
Embora a atividade econômica brasileira mostre resiliência, os desafios impostos pelos juros altos e a instabilidade internacional devem ser monitorados de perto. O equilíbrio entre crescimento e controle da inflação será fundamental para os próximos meses.




