A Petrobras alertou que a suspensão temporária da venda de diesel pela Rússia pode ter um impacto significativo no mercado brasileiro. Embora a estatal não importe diretamente o combustível russo, ela reconhece a relevância desse fornecedor para o Brasil, que é um importador líquido de diesel.
Impacto no mercado internacional
A decisão da Rússia de interromper a exportação de diesel deve intensificar a concorrência por volumes disponíveis no mercado internacional, resultando em um aumento nos custos das importações de outros países, principalmente do Golfo dos Estados Unidos. Essa situação já ocorre em um contexto de preços pressionados devido à guerra no Oriente Médio.
Retomada das importações
Após meses sem importar diesel, a Petrobras reiniciou as compras internacionais do produto no final de junho. Durante os meses de abril e maio, a estatal atendeu a demanda apenas com a produção interna, já que o cenário global de preços estava desfavorável.
Dependência de importações
Desde o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, o abastecimento de diesel no Brasil se tornou uma preocupação, uma vez que cerca de 25% a 30% da demanda interna é suprida por importações. A Petrobras, que atende em média 70% do mercado, combina sua produção com as importações para atender a essa demanda.
Rússia como fornecedor
A Rússia se tornou um fornecedor relevante de diesel ao Brasil desde o início da guerra na Ucrânia, mesmo diante das sanções internacionais, devido aos preços competitivos. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as importações brasileiras de diesel aumentaram 56,9% no final de 2025 em comparação a 2024.
Contribuição das importações
Em dezembro de 2025, a parcela de diesel importada representou 33,2% das vendas nacionais, superando os índices do mesmo mês no ano anterior. Além disso, cerca de 47,1% das importações acumuladas em 2025 vieram da Rússia, destacando a importância desse país no abastecimento de diesel para o Brasil.




