As taxas dos juros futuros apresentaram uma queda acentuada ao final da sexta-feira, após a divulgação do IPCA referente ao mês de junho, que veio abaixo das expectativas do mercado. A taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 fechou em 13,85%, uma redução de 19 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 14,04%.

Desempenho das Taxas de Juros

Além da queda para janeiro de 2028, a taxa do DI para janeiro de 2035 também registrou um recuo, fechando em 14,265%, uma baixa de 17 pontos-base em relação ao dia anterior. Ao longo da semana, as taxas acumuladas foram de 25 e 14 pontos-base, respectivamente, mostrando uma tendência de queda.

Resultados do IPCA

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA subiu apenas 0,16% em junho, uma redução significativa em comparação a maio, que foi de 0,58%. Além disso, a inflação acumulada em 12 meses até junho ficou em 4,64%, abaixo da expectativa de 4,80% dos analistas.

Desaceleração dos Preços

A análise dos dados revelou uma desaceleração nos preços, especialmente em serviços e bens industriais. A taxa de serviços caiu de 0,40% para 0,34%, enquanto a inflação de bens industriais diminuiu de 0,32% para 0,11%. Esses dados indicam uma tendência de controle da inflação.

Expectativas para a Selic

Com os resultados do IPCA, analistas acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central pode considerar um corte de 25 pontos-base na taxa Selic em sua próxima reunião em agosto. A probabilidade desse corte, segundo dados do mercado, é de 72%, um aumento significativo em relação a semanas anteriores.

Impacto Externo

Enquanto as taxas futuras no Brasil caíam, o cenário no exterior mostrava uma alta nos rendimentos dos Treasuries americanos. O petróleo Brent se manteve estável, em torno de US$76 por barril, apesar das tensões no Oriente Médio. A dinâmica dos preços de alimentos e petróleo será crucial para o futuro da política monetária no Brasil.