A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) decidiu não recorrer à Justiça em relação à prorrogação da cota para automóveis importados, que inclui veículos elétricos e híbridos. O presidente da entidade, Igor Calvet, comentou sobre a situação após uma reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Conversa com o governo

Calvet expressou que a conversa com o governo sobre a ampliação da cota chegou ao fim. Ele declarou que, apesar de a Anfavea não concordar com a decisão tomada pelo governo, a entidade não tomará medidas judiciais. “Nós somos contrários à posição do governo, mas não vamos judicializar a questão”, afirmou.

Crescimento do mercado automotivo

Durante a reunião, o presidente da Anfavea destacou que o ministro Durigan reconheceu a existência de um desequilíbrio no crescimento do mercado automotivo. Calvet projetou que a indústria automotiva pode alcançar a venda de 3 milhões de veículos até 2026, com um aumento de 18,5% em comparação ao ano anterior no primeiro semestre.

Preocupações sobre produção

Calvet também manifestou preocupação com a produção nacional de veículos, que não tem acompanhado o ritmo dos emplacamentos. Ele ressaltou que a produção no Brasil não está capturando todo o crescimento do mercado, que é impulsionado em grande parte por veículos importados.

Pedido por previsibilidade

Além da questão da cota, o presidente da Anfavea cobrou do governo uma maior previsibilidade em relação às medidas da reforma tributária, que impactam diretamente o setor automotivo e a indústria como um todo.

Expectativas para o futuro

Com o aumento nas vendas e a expectativa de recuperação do setor, Calvet acredita que podem ser necessárias adaptações para garantir que a indústria nacional se mantenha competitiva e consiga atender à demanda crescente do mercado.