A Oi, que se encontra em recuperação judicial, fez um alerta ao mercado sobre o risco real de interromper suas operações a partir de 1º de agosto. A companhia, que já enfrenta uma crise financeira severa, viu seu caixa despencar nas últimas semanas, passando de R$ 88,1 milhões para apenas R$ 19,6 milhões.

Crise financeira e recuperação judicial

De acordo com um fato relevante divulgado pela empresa, o nível atual de recursos é considerado insuficiente para manter as operações a curto prazo. Este cenário crítico é um reflexo do agravamento da situação financeira da Oi, que já está em seu segundo processo de recuperação judicial.

Decisões judiciais impactantes

No final de junho, um pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Junior suspendeu o julgamento de recursos de bancos credores que buscam a falência da operadora. A desembargadora Mônica Maria Costa Di Piero, a primeira a votar, manifestou-se a favor da falência, sugerindo um caminho difícil para a Oi.

Histórico de falências e decisões suspensas

Em novembro de 2025, a juíza Simone Gastesi Chevrand decretou a falência da Oi, mas a decisão foi suspensa poucos dias depois, a pedido de credores como Itaú Unibanco e Bradesco. No julgamento de 30 de junho, a desembargadora Di Piero reverteu a suspensão e voltou a votar pela falência, o que, se aceito, poderia levar a Oi a uma situação de falência oficial.

Futuro incerto

Não há previsão para a retomada do julgamento, que depende do desembargador que solicitou vista. O administrador judicial da Oi já havia alertado que a desconfiança do mercado em relação à solvência da empresa impede a geração de receitas operacionais. A companhia enfrenta desafios adicionais, como a não conclusão da venda de sua Unidade Produtiva Isolada (UPI) de serviços telefônicos.

Consequências da falência

Fontes próximas ao processo de recuperação judicial destacam que a falência da Oi poderia permitir uma venda organizada de seus ativos e a quitação de dívidas com credores, o que facilitaria a continuidade de serviços essenciais. Contudo, se a empresa esgotar seu caixa sem que os recursos dos bancos sejam julgados, poderá entrar em um cenário de incerteza jurídica.