Reduzir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) é promessa comum aos seis principais candidatos ao governo de Minas Gerais na eleição deste domingo (4). Mas os planos de governo trazem soluções diferentes para o problema, da transparência das filas a mutirões regionais.

Os seis são: Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT). Todos prometem, de alguma forma, reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

O que cada candidato promete para o SUS?

As seis propostas convergem no diagnóstico, mas divergem no método. Vão de painéis públicos de acompanhamento a mutirões por especialidade e à integração de prontuários eletrônicos entre municípios e o estado, segundo os planos de governo registrados na Justiça Eleitoral.

  • Kalil (PDT): unificar SAMU, Corpo de Bombeiros e resgate aéreo sob protocolos comuns e criar via rápida para suspeita de câncer.
  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): criar a Tabela Mineira de Procedimentos Estratégicos para complementar o financiamento federal e garantir o funcionamento pleno de 5 hospitais regionais.
  • Flávio Roscoe (PL): publicar o tempo médio de espera por macrorregião em painel público acessível ao cidadão.
  • Gabriel Azevedo (MDB): formar mutirões regionais por especialidade para reduzir a represa de casos de média complexidade.
  • Mateus Simões (PSD): integrar os sistemas digitais do estado e dos municípios e priorizar medicamentos em regiões carentes.
  • Patrus Ananias (PT): levar o programa federal Agora Tem Especialistas para todo o estado e publicar dados de fila e leitos em tempo real.

A atenção primária já resolve mais de 80% dos atendimentos no estado, segundo os planos de governo.

Nenhum promete fila zero.

Segurança pública e violência contra a mulher também dividiram as propostas dos candidatos ao longo da campanha.

O debate sobre saúde não está isolado: a dívida de Minas com a União, de cerca de R$ 180 bilhões, também apareceu nos planos como limite à capacidade de investimento do próximo governo.

Em setembro, um fórum sobre o SUS reuniu os principais rivais ao governo de MG para debater o tema, mas Cleitinho Azevedo, líder nas pesquisas, não compareceu.

O que acontece agora

O primeiro turno acontece neste domingo (4). Sem maioria absoluta dos votos válidos, a disputa pelo governo de MG vai a segundo turno, no fim de outubro. As propostas de saúde, nesse caso, devem seguir no centro do debate até lá.

A lista completa dos 11 candidatos ao governo de Minas e seus números está disponível para quem ainda tem dúvida na hora de votar.