Quatro dos seis candidatos ao governo de Minas Gerais apontaram a dívida do estado com a União como o maior problema a enfrentar, em sabatinas promovidas pelo Estado de Minas em setembro. Os outros dois citaram saúde e educação como prioridades.
A dívida de Minas com a União está estimada em R$ 170 bilhões. Somado todo o passivo, incluindo empréstimos internacionais, o valor passa de R$ 200 bilhões.
Dívida: quatro respostas para o mesmo problema
Cleitinho Azevedo (Republicanos) citou vários problemas, da infraestrutura à saúde, mas voltou à dívida. "A gente tem que pagar essa dívida agora para o governo federal", disse. Patrus Ananias (PT) foi direto: "é a dívida que o último governo acumulou, quase dobrando a dívida".
Flávio Roscoe (PL) uniu dois pontos numa resposta só: "a qualidade da prestação do serviço público e o endividamento do estado".
Alexandre Kalil (PDT) prometeu outro caminho. "Nós temos que negociar. Não é renegociar, não. É negociar", disse, ao defender uma renegociação direta com a União.
Saúde e educação dividem o resto das respostas
Mateus Simões (PSD) foi o único a citar a saúde como prioridade máxima. "A melhor forma de equalizar a saúde é conseguir ter saúde preventiva", afirmou o candidato, que também prometeu passe livre e mais delegacias no estado.
Gabriel Azevedo (MDB) escolheu a educação. "A escola não pode ser só um lugar em que o aluno vai", disse, ao defender foco na aprendizagem.
As sabatinas do Estado de Minas já haviam apontado saúde e dívida como os temas que mais dividem os candidatos.
A dívida também apareceu em outros embates da campanha, como o cruzamento de acusações entre Kalil e Roscoe sobre o tamanho exato do passivo.
Os quatro candidatos que citaram a dívida vêm de legendas diferentes, do PT ao PDT, passando por Republicanos e PL. A convergência mostra o tamanho do problema, mas as soluções propostas variam entre negociação direta com a União e corte de despesas.
O que acontece agora
O primeiro turno das eleições em Minas Gerais acontece neste domingo (4). Quem for eleito assume o Palácio Tiradentes em janeiro de 2027, com a dívida bilionária como primeiro item da pauta.




































































































































































