A britânica Tilly-Rose Murtha contou ao site The Sun que o filho recém-nascido Vinnie contraiu o vírus sincicial respiratório (VSR) dias após deixar a maternidade, em dezembro de 2025, e precisou passar três meses internado. Ela atribui o contágio a um beijo.

"Ele estava apresentando apneia respiratória. Prendia a respiração por 16 segundos e, depois, respirava rapidamente. Disseram que, se ele não melhorasse em meia hora, seria intubado e colocado em suporte de vida", detalhou a mãe.

O vírus evoluiu para infecção pulmonar, pneumonia e colapso do pulmão. Vinnie, que nasceu um pouco prematuro, também contraiu meningite viral e precisou ser induzido ao coma antes de receber alta, em março de 2026.

O VSR é uma das principais causas de bronquiolite viral aguda em crianças menores de dois anos, segundo o Ministério da Saúde. No Brasil, o vírus responde por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias nessa faixa etária.

O contágio se dá por gotículas respiratórias e contato direto com secreções de uma pessoa infectada, por tosse, espirro, conversa próxima ou contaminação de superfícies. Bebês com menos de seis meses e prematuros são os mais vulneráveis a formas graves.

Os sintomas leves incluem coriza, tosse, espirros, febre, congestão nasal e chiado no peito. Já os sinais de gravidade são respiração rápida ou difícil, perda de apetite, pele arroxeada nos lábios e unhas, irritabilidade ou sonolência excessiva.

Como reduzir o risco de contágio

A recomendação oficial do Ministério da Saúde para reduzir o risco geral de contágio inclui lavar bem as mãos, evitar contato próximo com pessoas resfriadas ou gripadas, desinfetar superfícies, evitar aglomerações e manter ambientes ventilados.

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  • Lavar as mãos com frequência antes de pegar o bebê
  • Evitar contato próximo com pessoas resfriadas ou gripadas
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies
  • Evitar aglomerações com o recém-nascido
  • Manter ambientes bem ventilados
  • Manter o aleitamento materno

Desde 2025, o SUS oferece uma vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana, que transfere anticorpos ao bebê pela placenta. Estudos mostram redução de 52,5% nas internações de bebês por VSR.

Para bebês prematuros e crianças com condições de saúde específicas nascidos a partir de fevereiro de 2026, o SUS passou a oferecer também o anticorpo monoclonal nirsevimabe, que substitui o palivizumabe, usado antes em doses mensais.

Segundo estimativas do Ministério da Saúde, a vacinação de gestantes pode evitar cerca de 28 mil internações por ano no país. A Fiocruz já registrou queda na incidência do VSR em crianças de até 2 anos.